15 Fev

Antonio Fuchs e Juana Portugal (INI/Fiocruz)

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), através do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids (LaPClin-Aids), coordenará o primeiro estudo mundial para avaliar a utilização de um novo tipo de anticorpo na prevenção do HIV. Denominado A.M.P. (Anticorpos Mediando Prevenção), o estudo prevê a participação de 2700 voluntários nas Américas do Norte e do Sul e 1500 na África Subsaariana. No Brasil, o A.M.P. será realizado apenas no Rio de Janeiro, no LaPClin-Aids, onde 100 voluntários serão acompanhados. O A.M.P. consiste na infusão, de forma intravenosa, do anticorpo desenvolvido em laboratório VRC01, que vem demonstrando a capacidade de combater cerca de 90% dos subtipos de HIV.

Além de saber se o VRC01 pode prevenir o HIV, o estudo também tem como objetivo descobrir qual é a dose necessária e avaliar se o seu uso é seguro e tolerável. Espera-se também com o estudo produza o conhecimento necessário para o futuro desenvolvimento de uma vacina segura e efetiva contra o HIV. O A.M.P. foi desenvolvido por dois grupos, o HIV Vaccine Trials Network (HVTN) e o HIV Prevention Trials Network (HPTN), em parceria com centros de pesquisa dos países onde o estudo será realizado.

“No momento estamos recrutando os voluntários para a pesquisa. Pessoas saudáveis, entre 18 a 50 anos e que se identifiquem como gays, bissexuais, travestis, mulheres ou homens transexuais podem participar. O participante virá até a clínica cerca de uma vez a cada quatro semanas para exames e consultas e receberá uma infusão do VRC01 a cada oito semanas. O estudo tem duração de aproximadamente dois anos e deverá começar na primeira semana de março”, explicou a coordenadora do projeto, Brenda Hoagland.

Ao integrar o estudo, o voluntário receberá aconselhamento e testagem regular do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), assim como tratamento específico para aquelas que forem diagnosticadas. Serão fornecidas informações sobre as indicações do uso da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e Pré-Exposição (PrEP), além de preservativos e lubrificantes.

Os interessados em candidatar-se a participar do A.M.P. podem entrar em contato através dos telefones 9090 2260-6700 (gratuito) ou 3865-9659, pelo e-mail: ampfiocruz@gmail.com ou através da página do projeto no Facebook: @ampfiocruz.

escrito por Edjacy Lopes

06 Fev

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/febre-amarela

aumento do número de casos de febre amarela em 2017 despertou a atenção das autoridades em Saúde do país. Combatida por Oswaldo Cruz no início do século 20 e erradicada dos grandes centros urbanos desde 1942, a doença voltou a assustar os brasileiros, com a proliferação de casos de febre amarela silvestre neste verão. Na última segunda-feira (30/1), o Ministério da Saúde confirmou 568 casos suspeitos, registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Do total, 430 casos permanecem em investigação, 107 foram confirmados e 31 descartados. Das 113 mortes notificadas, 46 foram confirmadas, 64 permanecem em investigação e 3 foram descartadas.

Foto: Bernardo Portella / Arca Fiocruz

Diante da gravidade do quadro, profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) das mais diversas especialidades estão mobilizados e atuantes na prevenção e no combate à febre amarela. A principal arma contra a doença continua sendo a vacinação, prevista no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e oferecida em postos do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta área, destaca-se a atuação do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), reconhecido internacionalmente como fabricante da vacina antiamarílica.

Outra preocupação do Ministério da Saúde e da Fiocruz é a disseminação de informação de qualidade em saúde, para evitar o sensacionalismo e a propagação de boatos, tão comuns em épocas de crise. Com essa missão, a Agência Fiocruz de Notícias (AFN) reúne neste especial as principais reportagens produzidas pela Fundação, esclarecendo dúvidas da população e orientando a imprensa no tratamento dos casos. As ações da AFN também estão articuladas com iniciativas nas redes sociais oficiais da Fiocruz, sobretudo em relação à imunização.

Confira abaixo o comunicado oficial da Fiocruz sobre imunização. Ao lado você confere os destaques da Fundação sobre o tema:

escrito por Edjacy Lopes

06 Fev

Fonte: Revista Fapesb

Disponível em: file:///C:/Users/Antonio/Downloads/revistapesquisa.fapesp.br-Novo%20anticorpo%20%C3%A9%20capaz%20de%20diminuir%20carga%20do%20v%C3%ADrus%20HIV%20no%20sangue.pdf

Resultados ampliam perspectivas de se obter classe de drogas alternativa contra a doença

RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | Edição Online 17:02 16 de janeiro de 2017

© NIAID

Micrografia eletrônica de varredura de partículas de HIV infectando uma célula T H9 humana, colorida em azul, turquesa e amarelo

Micrografia eletrônica de varredura de partículas de HIV infectando uma célula T H9 humana, colorida em azul, turquesa e amarelo

Um anticorpo desenvolvido pelo grupo do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, do Laboratório de Imunologia Molecular da Universidade Rockefeller, em Nova York, nos Estados Unidos, mostrou-se eficaz ao diminuir a carga do vírus HIV, causador da Aids, no sangue de pessoas infectadas.

Em um estudo publicado nesta segunda-feira, 16, na revista Nature Medicine, os pesquisadores relatam terem conseguido reduzir o número de cópias do HIV ao administrarem apenas uma dose de um anticorpo chamado 10-1074. É a primeira vez que esse anticorpo foi testado em seres humanos. Segundo o grupo liderado por Nussenzweig, os resultados ampliam as perspectivas de se obter uma nova classe de drogas com diferentes mecanismos de ação contra o HIV, enquanto não há vacina disponível.

O anticorpo 10-1074 pertence a uma geração de anticorpos que têm se mostrado eficazes no combate a uma grande variedade de cepas do HIV. Mais potentes do que os habituais, esses anticorpos são produzidos naturalmente por alguns pacientes e, em seguida, clonados e reproduzidos em laboratório.

Há algum tempo a equipe de Nussenzweig trabalha na obtenção de um conjunto de anticorpos capazes de atacar regiões do vírus vulneráveis à ação de células do sistema de defesa do organismo humano. A ideia é fazer um uso combinado desses diferentes tipos de proteínas do soro sanguíneo com antirretrovirais convencionais para tratar pessoas infectadas com HIV.

Em um estudo publicado em 2015 na revista Nature, a equipe de Nussenzweig descreveu resultados promissores envolvendo outro tipo de anticorpo, o 3BNC117. À época eles verificaram que o anticorpo reconhecia uma região específica do vírus, impedindo-o de se conectar a uma proteína da superfície dos linfócitos T do tipo CD4 e invadir essas células do sistema de defesa do organismo. O anticorpo 3BNC117 bloqueou a ação de 195 das 237 cepas testadas, mesmo quando administrado em pequenas quantidades.

O anticorpo 10-1074 descrito no estudo da Nature Medicine é mais potente do que o 3BNC117 —doses mais baixas são suficientes para que ele exerça atividade antiviral. No entanto, tem atividade contra um número menor de variedades do vírus. “As cepas resistentes ao 10-1074 não são resistentes ao 3BNC117”, explica a imunologista brasileira Marina Caskey, integrante da equipe de Nussenzweig e uma das autoras do artigo. “Esse dado é importante porque reforça a ideia de que o uso combinado de diferentes anticorpos pode ser mais efetivo do que o uso isolado de apenas um deles.”

O 10-1074 foi descoberto pelo pesquisador Hugo Mouquet, agora no Instituto Pasteur de Paris, na França. No estudo, os pesquisadores multiplicaram o anticorpo, administraram pequenas doses em 14 indivíduos não infectados e em outros 19 infectados com HIV-1 (subtipo mais comum e agressivo do vírus) por meio de uma única injeção intravenosa. Os pesquisadores monitoraram os níveis de anticorpos e a carga viral do HIV no sangue dos participantes ao longo de seis meses.

Verificaram que, no organismo, o 10-1074 se liga a uma região específica da superfície do vírus chamada V3 loop. O anticorpo mostrou-se seguro e bem tolerado por todos os participantes da experiência. Eles também observaram que o 10-1074 diminuiu e manteve sob controle, bastante baixa, a carga viral do HIV por até seis semanas.

A cada ano, o vírus infecta cerca de 3 milhões de pessoas no mundo, segundo os especialistas no assunto. Ao todo, estima-se que 37 milhões de pessoas não sabem que vivem com o vírus e 18 milhões não têm acesso a tratamento. No Brasil, apesar de a distribuição dos medicamentos antivirais ser gratuita por meio do sistema público de saúde, o número de casos novos Aids voltou a crescer, passando de 43 mil em 2010 para 44 mil em 2015 (ver Pesquisa FAPESP nº 250).

Os pesquisadores já iniciaram os testes envolvendo a ação combinada dos dois anticorpos e pretendem testar modificações desses mesmos anticorpos que prolongam a atividade antiviral por até quatro vezes mais tempo do que os anticorpos originais. “Acreditamos que, juntos, eles serão capazes de manter sua atividade durante vários meses, o que poderia potencialmente permitir sua administração a cada quatro ou seis meses”, explica Marina.

Artigo científico
CASKEY, Marina. et alAntibody 10-1074 suppresses viremia in HIV-1-infectedindividualsNature Medicine. 16 jan. 2017.

escrito por Edjacy Lopes

06 Fev

Fonte: https://agencia.fiocruz.br/saude-destina-40-milhoes-municipios-afetados-por-febre-amarela

03/02/2017

Saúde destina 40 milhões a municípios afetados por febre amarela

Nivaldo Coelho (Ministério da Saúde)

O Ministério da Saúde está liberando R$ 40 milhões aos municípios mais afetados pela febre amarela no país. Desse total, R$ 13,8 milhões serão destinados aos 256 municípios de cinco estados, como incentivo à vacinação da população contra a doença. Os municípios estão localizados nos estados de Minas Gerais (MG), Espírito Santo (ES), Rio de Janeiro (RJ), Bahia (BA) e São Paulo (SP), que abrangem uma população estimada de 8,6 milhões de pessoas. O recurso foi definido a partir da estimativa da população a ser vacinada em cada município. O Ministério da Saúde também está adiantando outros R$ 26,3 milhões que representa 40% dos recursos de vigilância em saúde. Os valores deverão ser aplicados em ações de prevenção na área de vigilância para a febre amarela. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2/2), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em Brasília.

Além disso, o Ministério irá ressarcir os investimentos em infraestrutura para atendimento emergencial. A pasta custeará o aumento da assistência à febre amarela, como abertura de novos leitos clínicos, intensivos e semi-intensivos e atendimentos e serviços laboratoriais. Serão três meses de custeio, podendo ser renovados. Esse repasse será aprovado de acordo com a produção apresentada pelos gestores locais. Em Minas Gerais, por exemplo, são 124 novos leitos e mais 30 em fase de implementação.

Durante o anúncio desta quinta-feira, o ministro Ricardo Barros, ressaltou a importante da vacinação, especialmente nas regiões onde estão acontecendo os casos da doença. “As prefeituras tomaram as providências e o resultado desse esforço extraordinário foi uma cobertura de cerca de 90% nos municípios de Minas Gerais. Isso reduz, de forma significativa, o risco de transmissão da febre amarela”, afirmou o ministro. Ele também destacou o apoio do Ministério à assistência aos pacientes. “Esse reforço nos recursos aos municípios é um reconhecimento dessas ações, já que, por causa da ocorrência de casos da doença, muitas pessoas, que não buscariam os serviços de saúde, acabaram procurando essas unidades, o que sobrecarrega a assistência”, observou Ricardo Barros.

Vacinas

Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 8,2 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (3,5 milhões), Espírito Santo (1,7 milhões), Bahia (900 mil), Rio de Janeiro (700 mil) e São Paulo (1,1 milhão). O quantitativo é um adicional às doses de rotina do Calendário Nacional de Vacinação, repassadas mensalmente aos estados, que totalizaram 650 mil no mês de janeiro.

No estado de Minas Gerais, a cobertura vacinal das cinco unidades regionais de saúde – Coronel Fabriciano, Diamantina, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni – mais afetadas pela doença é de 90%. Em 2016, essa cobertura foi de 48%. Nessa região, foram aplicadas 1,2 milhão de doses de um total de 2 milhões de doses distribuídas.

Ações

Outra frente de apoio do governo federal aos estados é o envio de equipes multidisciplinares de vigilância  nos municípios mais afetados, nos estados de Minas Gerais (MG) e Espírito Santo (ES). Essas equipes atuam desde o início das notificações dos casos na investigação domiciliar dos casos notificados com pacientes ou familiares e auxiliam na capacitação de equipes municipais para investigação dos casos. Esses técnicos do ministério também ajudam na intensificação das ações de controle vetorial e no monitoramento dos macacos nas regiões afetadas.

O Ministério da Saúde também enviou, nesta semana, quatro equipes da Força Nacional do SUS para auxiliar no atendimento aos pacientes com suspeitas de febre amarela em Minas Gerais. Ao todo, são 10 profissionais que estão no estado – entre médicos, enfermeiros e assistentes – prestando assistência aos casos da doença, especialmente nos municípios de Novo Cruzeiro, Setubunha e Teófilo Otoni. Os profissionais somam esforços junto às equipes de vigilância do Ministério da Saúde, que estão no estado desde o início do mês.

Campanha

Além disso, o Ministério da Saúde prepara uma campanha para informar os públicos que devem se vacinar neste momento. Com o slogan: “Informação para todos, vacina para quem precisa”, a campanha será veiculada em TVs, rádios, mobiliário urbano, redes sociais e internet, além de sites especializados em turismo. O público-alvo serão os moradores das áreas com recomendação de vacinação.

Casos

Os estados notificaram à pasta, até esta quinta-feira (02), 901 casos suspeitos da doença. Do total, 708 casos permanecem em investigação, 151 foram confirmados e 42 descartados. Dos 143 óbitos notificados, 54 foram confirmados, 86 ainda são investigados e 3 foram descartados. Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Tocantins continuam com casos investigados e/ou confirmados.

Confira tabela de distribuição dos casos de febre amarela notificados até 2 de fevereiro, às 13h no site do Ministério da Saúde.

Duas doses

A vacinação de rotina é ofertada em 19 estados do país com recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.

escrito por Edjacy Lopes

17 Jan

Resultados ampliam perspectivas de se obter classe de drogas alternativa contra a doenç.

RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | Edição Online 17:02 16 de janeiro de 2017

© NIAID

Micrografia eletrônica de varredura de partículas de HIV infectando uma célula T H9 humana, colorida em azul, turquesa e amarelo

Micrografia eletrônica de varredura de partículas de HIV infectando uma célula T H9 humana, colorida em azul, turquesa e amarelo

Um anticorpo desenvolvido pelo grupo do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, do Laboratório de Imunologia Molecular da Universidade Rockefeller, em Nova York, nos Estados Unidos, mostrou-se eficaz ao diminuir a carga do vírus HIV, causador da Aids, no sangue de pessoas infectadas.

Em um estudo publicado nesta segunda-feira, 16, na revista Nature Medicine, os pesquisadores relatam terem conseguido reduzir o número de cópias do HIV ao administrarem apenas uma dose de um anticorpo chamado 10-1074. É a primeira vez que esse anticorpo foi testado em seres humanos. Segundo o grupo liderado por Nussenzweig, os resultados ampliam as perspectivas de se obter uma nova classe de drogas com diferentes mecanismos de ação contra o HIV, enquanto não há vacina disponível.

O anticorpo 10-1074 pertence a uma geração de anticorpos que têm se mostrado eficazes no combate a uma grande variedade de cepas do HIV. Mais potentes do que os habituais, esses anticorpos são produzidos naturalmente por alguns pacientes e, em seguida, clonados e reproduzidos em laboratório.

Há algum tempo a equipe de Nussenzweig trabalha na obtenção de um conjunto de anticorpos capazes de atacar regiões do vírus vulneráveis à ação de células do sistema de defesa do organismo humano. A ideia é fazer um uso combinado desses diferentes tipos de proteínas do soro sanguíneo com antirretrovirais convencionais para tratar pessoas infectadas com HIV.

Em um estudo publicado em 2015 na revista Nature, a equipe de Nussenzweig descreveu resultados promissores envolvendo outro tipo de anticorpo, o 3BNC117. À época eles verificaram que o anticorpo reconhecia uma região específica do vírus, impedindo-o de se conectar a uma proteína da superfície dos linfócitos T do tipo CD4 e invadir essas células do sistema de defesa do organismo. O anticorpo 3BNC117 bloqueou a ação de 195 das 237 cepas testadas, mesmo quando administrado em pequenas quantidades.

O anticorpo 10-1074 descrito no estudo da Nature Medicine é mais potente do que o 3BNC117 —doses mais baixas são suficientes para que ele exerça atividade antiviral. No entanto, tem atividade contra um número menor de variedades do vírus. “As cepas resistentes ao 10-1074 não são resistentes ao 3BNC117”, explica a imunologista brasileira Marina Caskey, integrante da equipe de Nussenzweig e uma das autoras do artigo. “Esse dado é importante porque reforça a ideia de que o uso combinado de diferentes anticorpos pode ser mais efetivo do que o uso isolado de apenas um deles.”

O 10-1074 foi descoberto pelo pesquisador Hugo Mouquet, agora no Instituto Pasteur de Paris, na França. No estudo, os pesquisadores multiplicaram o anticorpo, administraram pequenas doses em 14 indivíduos não infectados e em outros 19 infectados com HIV-1 (subtipo mais comum e agressivo do vírus) por meio de uma única injeção intravenosa. Os pesquisadores monitoraram os níveis de anticorpos e a carga viral do HIV no sangue dos participantes ao longo de seis meses.

Verificaram que, no organismo, o 10-1074 se liga a uma região específica da superfície do vírus chamada V3 loop. O anticorpo mostrou-se seguro e bem tolerado por todos os participantes da experiência. Eles também observaram que o 10-1074 diminuiu e manteve sob controle, bastante baixa, a carga viral do HIV por até seis semanas.

A cada ano, o vírus infecta cerca de 3 milhões de pessoas no mundo, segundo os especialistas no assunto. Ao todo, estima-se que 37 milhões de pessoas não sabem que vivem com o vírus e 18 milhões não têm acesso a tratamento. No Brasil, apesar de a distribuição dos medicamentos antivirais ser gratuita por meio do sistema público de saúde, o número de casos novos Aids voltou a crescer, passando de 43 mil em 2010 para 44 mil em 2015 (ver Pesquisa FAPESP nº 250).

Os pesquisadores já iniciaram os testes envolvendo a ação combinada dos dois anticorpos e pretendem testar modificações desses mesmos anticorpos que prolongam a atividade antiviral por até quatro vezes mais tempo do que os anticorpos originais. “Acreditamos que, juntos, eles serão capazes de manter sua atividade durante vários meses, o que poderia potencialmente permitir sua administração a cada quatro ou seis meses”, explica Marina.

Artigo científico
CASKEY, Marina. et al. Antibody 10-1074 suppresses viremia in HIV-1-infectedindividuals. Nature Medicine. 16 jan. 2017.

escrito por Edjacy Lopes

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