11 Ago

A OMS confirma 78 mortes decorrentes da doença na Guiné e quatro na Libéria. Há ainda pacientes sob suspeita em Serra Leoa. Diante da situação, o governo do Senegal fechou a fronteira.

A confirmação de novos casos de infecção pelo vírus ebola aumentou a preocupação de que o surto se alastre pelo continente africano. Depois de 78 mortes decorrentes da doença na Guiné, principal foco do vírus nos últimos meses, quatro óbitos foram reconhecidos na Libéria e casos suspeitos são monitorados em Serra Leoa, ambos na fronteira sul do país. Ontem, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) classificou a situação no oeste africano como uma “epidemia de amplitude jamais vista”. Ao mesmo tempo, representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) tentavam evitar o pânico, alertando que “não há necessidade de aumentar algo que já é ruim o suficiente”, conforme defendeu pelo Twitter um representante da agência das Nações Unidas.

Equipe da organização Médicos Sem Fronteiras examina paciente em Gueckedou, na Guiné: última epidemia na África ocorreu em 2012

“Estamos enfrentando uma epidemia de magnitude jamais vista em termos de distribuição de casos no país: Gueckedou, Macenta, Kissidougou, Nzerekore e, agora, Conacri (a capital)”, alertou Mariano Lugli, coordenador do MSF. Por sua vez, o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, que está no país desde a semana passada, assinalou que a preferência pelo termo surto, em vez de epidemia, se justifica pelo estágio inicial dos registros. “Em francês, língua que falamos aqui, diz-se ‘épidémie’ porque não há outro termo equivalente, mas preferirmos nos referir à situação como surto por ainda estar no começo”, explicou ao Estado de Minas.

Desde janeiro, a Guiné enfrenta uma proliferação da febre hemorrágica causada pelo ebola. Em seu último balanço, o Ministério da Saúde do país atesta que 22 óbitos em decorrência do vírus estão confirmados em laboratórios. Há 44 pessoas sob monitoramento. Na Libéria, além das quatro mortes, há três casos de infecção pelo vírus confirmados e outros sob investigação, segundo a OMS. Nenhuma vítima teve a doença diagnosticada em Serra Leoa – aguarda-se o resultado de exames em cinco pacientes.

Diante da situação, o governo do Senegal, ao norte da Guiné, fechou as fronteiras com o vizinho. A Mauritânia decidiu restringir o comércio com os países afetados. A empresa aérea Gambia Bird, que deveria começar a atuar na Guiné no último fim de semana, adiou o início das operações por causa do surto. Em comunicado, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental destacou que a doença é uma séria ameaça à segurança na região.

Agressivo e letal Especialistas que atuam na região identificaram o vírus responsável pelo surto atual como “do tipo Zaire”, uma das cinco espécies da família dos filoviruses que causam o ebola. “Esse é o (vírus) mais agressivo e letal”, alertou o epidemiologista Michel Van Herp, ligado à MSF, em um comunicado da organização. Tem um índice de mortalidade de mais de 90%, assinala Van Herp. Segundo a ONG, mais de 40 toneladas de equipamentos foram enviadas à Guiné para tentar conter o avanço da doença.

Acredita-se que o ebola, descoberto em 1976, seja transmitido por morcegos. O vírus se espalha quando pessoas saudáveis entram em contato com fluidos corporais de indivíduos infectados, como sangue, suor ou leite materno. Depois de um período de incubação entre dois e 21 dias, os pacientes passam a ter febre alta, dor muscular, conjuntivite, vômitos e fraqueza. Sangramentos pela urina e pelas narinas também são comuns. Além da facilidade de transmissão, o vírus provoca uma alta taxa de mortalidade – entre 25% e 90% dos infectados. Desde o primeiro registro, cerca de 2,2 mil casos foram confirmados. Desses, 1,5 mil não resistiram às complicações da infeção.

Apesar disso, os surtos são considerados raros. A última epidemia foi registrada em 2012, quando centenas adoeceram em Uganda e na República Democrática do Congo (RDC). Segundo a MSF, outras “certamente passaram despercebidas por ocorrerem em áreas onde as pessoas não têm acesso a tratamentos de saúde”, o que impossibilita a confirmação de todos os casos. O ebola é classificado como um dos vírus mais contagiosos e mortais entre os humanos, segundo a OMS, e não existe nenhum tipo de tratamento ou de vacina específicos para a doença.

A partir da confirmação de um primeiro caso, todas as pessoas que tiveram contato com a vítima precisam ser isoladas e monitoradas. Médicos, enfermeiros e auxiliares que atendem pessoas infectadas devem usar roupas isolantes, luvas, máscaras e óculos de proteção, o que, muitas vezes, não ocorre em comunidades pobres e afastadas. Segundo organizações de saúde, a orientação da população é uma peça-chave para evitar novas vítimas.

O presidente da Guiné, Alpha Condé, fez um pronunciamento à nação anteontem, para tranquilizar a população e orientá-la a seguir medidas de precaução, como manutenção da higiene pessoal e distanciamento dos infectados. “Meu governo e eu estamos muito preocupados com essa epidemia”, disse Condé, acrescentando: “Peço às pessoas para que não entrem em pânico nem acreditem nos rumores que estão alimentando o medo”. Segundo Tarik Jasarevic, da OMS, apesar do clima de apreensão, os guineanos estão tranquilos e recebem informações diárias sobre como proceder.

Fonte: Gabriela Walker – Correio Braziliense Publicação:01/04/2014 09:16Atualização:01/04/2014 09:27

escrito por Edjacy Lopes

11 Ago

EXPLODE VENDA DE DROGA USADA EM CRIANÇAS

Remédio é usado para tratar o transtorno de déficit de atenção; pesquisa pode servir de alerta para uso abusivo do medicamento

SÃO PAULO – Em dez anos, a importação e a produção de metilfenidato – mais conhecido como Ritalina, um de seus nomes comerciais – cresceu 373% no País. A maior disponibilidade do medicamento no mercado nacional impulsionou um aumento de 775% no consumo da droga, usada no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os dados são de pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

O remédio é usado sobretudo em crianças e adolescentes, os mais afetados pelo transtorno. Para especialistas, a alta no uso do medicamento reflete maior conhecimento da doença e aumento de diagnósticos, mas também levanta o alerta de uso indevido da substância, até por pessoas saudáveis que buscam aumentar o rendimento em atividades intelectuais.

Em sua tese de doutorado pela UERJ, defendida em maio, a psicóloga Denise Barros compilou os dados dos relatórios anuais sobre substâncias psicotrópicas da Junta Internacional de Controle de Narcóticos, órgão vinculado às Nações Unidas. De acordo com o levantamento, o volume de metilfenidato importado pelo Brasil ou produzido em território nacional passou de 122 kg em 2003 para 578 kg em 2012, alta de 373%.

A pesquisadora cruzou os dados da produção e importação e do estoque acumulado em cada ano, dado também disponível nos relatórios, para chegar aos prováveis índices anuais de consumo. De acordo com o levantamento, foram 94 kg consumidos em 2003 contra 875 kg em 2012, crescimento de 775%.

Dados mais recentes obtidos pelo Estado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmam a tendência de alta. Segundo o órgão, o número de caixas de metilfenidato vendidas no Brasil passou de 2,1 milhões em 2010 para 2,6 milhões em 2013.

“Houve um aumento da divulgação da doença e do número de pessoas que passaram a ter acesso ao tratamento, mas há outro fator importante, que é uma maior exigência social de administrar a atenção.

A especialista lembra ainda que há casos de adultos sem o transtorno que tomam o metilfenidato para melhorar a concentração e o foco nos estudos. “Isso é comum entre concurseiros, vestibulandos, estudantes de Medicina. Pouco se fala sobre isso no Brasil, mas nos Estados Unidos e em algumas partes da Europa, esse uso inadequado já é tratado como um problema de saúde pública.”

Diagnóstico. Para o psiquiatra infantil Rossano Cabral Lima, professor da UERJ, a alta no consumo é motivo de alerta porque o diagnóstico de TDAH nem sempre é acompanhado de uma investigação aprofundada das possíveis causas do comportamento incomum da criança.

“Apesar de a medicação ser importante em alguns casos, o diagnóstico rápido de TDAH e o tratamento medicamentoso parecem ter se tornado a solução mais rápida e fácil de vários problemas, sem que a origem deles seja analisada a fundo”, diz. “Não se questiona se a inquietude da criança pode estar relacionada a alguma questão da escola, se é uma resposta a algo que ela não está sabendo lidar.”

Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, afirma que, apesar da alta no consumo, ainda há milhares de brasileiros com TDAH sem tratamento. “Com o crescimento do acesso à medicação, estamos talvez começando a adequar a proporção de pessoas com o transtorno e pacientes tratados. Mas hoje, infelizmente, ainda temos subtratamento de TDAH.”

O especialista cita um estudo publicado em 2012 na Revista Brasileira de Psiquiatria que apontou que apenas 19% dos brasileiros com TDAH fazem o tratamento com medicação.

Fonte: www.estadao.com.br; atualizado: 11/08/2014 07:16 | Por Fabiana Cambricoli

escrito por Edjacy Lopes

11 Ago

escrito por Fernando Vital

11 Ago

EDITAL – NÚCLEO DE EVENTOS

escrito por Fernando Vital

09 Ago

É com imensa emoção que retornamos as atividades letivas neste segundo semestre de 2014. Estamos trabalhando ávidamente para trazer e oferecer o diferencial aos diferenciados acadêmicos da Biomedicina Nassau Fortaleza. Reencontro dos velhos colegas, novos professores, disciplinas… é muita coisa sensacional.
Sejam bem vindos queridos, aproveito para informar que nesta semana estarei em uma Convenção, cuja minha ida estava prevista desde março de 2014 e coincidiu com o início letivo, entretanto, na semana seguinte estarei junto de pessoas que me fazem sentir um prazer imenso em realizar um grande trabalho, pessoas que fazem a gente melhor, nos ensinam, nos fazem crescer sempre, nossos alunos, professores e colaboradores.
Saudações Biomédicas

escrito por Claudio Costa

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